Tudo comecou com esta capa, e com o tema e o editorial contido dentro desta edição da Vogue francesa:
Eu comprei esta revista ano passado e confesso sem rodeios que me inspirei nela para fotografar o editorial Bloco do eu sozinho, d’a Lagarta - que, óbvio, tinha
uma proposta mais jovem, comercial e carioca. Mas parece que não foi só a Lagarta que essa edição da Vogue de 90 anos inspirou. Primeiro, veio a Printing, no Fashion Rio, com mini-máscaras aplicadas nas blusas, como se fossem uma espécie de broche.
Agora, chega a Hui Clos, no São Paulo Fashion Week, cheia das rendas, do preto e das máscaras:
fonte: GNT
Acho que esse desfile traduz bem o que as mulheres querem vestir, mas principalmente, quem gostariam de ser. No geral, as cores estão bem sóbrias e há bastante renda, capuzes e, acima de tudo, um clima de mistério nesta temporada de inverno. Há longos, cinza, pouca sensualidade explícita. A sensualidade está camuflada nas formas, transparências e em decotes que parecem mostrar muito, mas não mostram quase nada, na verdade.
Claro que esse desejo que o baile de máscaras dure muito além do Carnaval vem de um conjunto de fatores que só um bureaux de estilo pode explicar com perfeição. Eu vou parar por aqui e esperar o inverno chegar para cair de vez na camuflagem!







