mudei!

Olá, queridos leitores. Meu blog agora está aqui!

Um beijo,

Carol

masquerade

Tudo comecou com esta capa, e com o tema e o editorial contido dentro desta edição da Vogue francesa:

Eu comprei esta revista ano passado e confesso sem rodeios que me inspirei nela para fotografar o editorial Bloco do eu sozinho, d’a Lagarta - que, óbvio, tinha uma proposta mais jovem, comercial e carioca.  Mas parece que não foi só a Lagarta que essa edição da Vogue de 90 anos inspirou. Primeiro, veio a Printing, no Fashion Rio, com mini-máscaras aplicadas nas blusas, como se fossem uma espécie de broche.

fonte: cobertura d’a Lagarta

Agora, chega a Hui Clos, no São Paulo Fashion Week, cheia das rendas, do preto e das máscaras:

fonte: GNT

Acho que esse desfile traduz bem o que as mulheres querem vestir, mas principalmente, quem gostariam de ser. No geral, as cores estão bem sóbrias e há bastante renda, capuzes e, acima de tudo, um clima de mistério nesta temporada de inverno. Há longos, cinza, pouca sensualidade explícita. A sensualidade está camuflada nas formas, transparências e em decotes que parecem mostrar muito, mas não mostram quase nada, na verdade.

Claro que esse desejo que o baile de máscaras dure muito além do Carnaval vem de um conjunto de fatores que só um bureaux de estilo pode explicar com perfeição. Eu vou parar por aqui e esperar o inverno chegar para cair de vez na camuflagem!


shhhh….

+ campanhas Spring 2011

Decidi sair do eixo SPFW para postar coisas diferentes e que eu adoro: campanhas!

Erin Wasson by Willy Vanderperre

Mariana Idzkowska by Jon Compson

Daria Werbowy  by Juergen Teller

Mas a mais divertida de todas foi a Rag & Bone, no estilo DIY (do it yourself):

fonte: Fashion Gone  Rogue

 

fala-se de: cópias de fotos em blogs

Sim, eu já li a Lei dos Direitos Autorais. Mas não, não me lembro dela inteira, 24h por dia. Quando a Agência Fotosite me pediu para remover as imagens, eu removi por respeito, mas sem entender, já que sempre dei os créditos, fazendo o que a Lei manda. Mas, como sou uma pessoa ingênua e bozainha – admito – acabei retirando mesmo. Não queria causar briga com ninguém, né. Mas

“Art. 46. Não constitui ofensa aos direitos autorais:
I – a reprodução:
a) na imprensa diária ou periódica, de notícia ou de artigo informativo, publicado em diários ou periódicos, com a menção do nome do autor, se assinados, e da publicação de onde foram transcritos;”

Eu confesso que estou de saco cheio. Sem ânimo nenhum, pra postar, pra brigar, pra blog… Por isso, não vou postar sobre SPFW, nem usar mais fotos alheias, mesmo tendo esse direito. Porque eu tenho capacidade de fazer as minhas e em breve, vou conseguir.

:)

Couture: Chanel

E vamos aos detalhes… Depois do bocão ameixa da Armani, let’s see o que mais apareceu de interessante até agora nas coleções couture 2011. Eu sempre gosto de olhar os detalhes, porque me fazem compreender muito mais a coleção.

Vendo de perto, pude me apaixonar pela Chanel! Não se deixe enganar pelo lado princesinha: A Chanel está meio mórbida nessa estação. Começando pelas referências de duas épocas da história nas quais as mulheres pareciam um pouco mais doentes e melancólicas: os anos 20 e a era vitoriana (mais pro final). Há um clima de fantasma/noiva cadáver, como cabelos brancos, luvas, rendas, olheiras… e também uma leve referência ao caveirismo. Mas tudo bem sutil.

Adorei o delineador preto estilizado e o blush rosinha bem pertinho dos olhos! Os cabelos são presos, bem lady, e podem até envelhecer, dependendo da pessoa. Mas eu adoro esse preso que parece clássico, mas é meio futurista ao mesmo tempo. Como o cabelo que a Scarlett usou no Golden Globes.

fonte das imagens: style.com

Fala-se de: Cabelo!

Acabei de sair do cinema. Fui assistir Tangled (Enrolados) – a versão da Disney de Rapunzel. Quem me conhece, sabe que sou Dinsey fan convicta (inclusive de Alan Menken, que compôs todas as músicas do filme). Não podia deixar de conferir. Mas, ao sair do cinema, só conseguia pensar em uma coisa: CABELO. Logo, o desfile de Melk Z-da de inverno 2011 me veio à mente.

Tudo começou a fazer sentido. Eu, que acabo de rapar meus longos cabelos em troca de um corte a la Alexa Chung (e já vi que TODO MUNDO fez igual rs), senti um pouco de falta das minhas madeixas. Fiz as pazes com o corte aqui no cerrado, pois descobri que o problema não era o meu “cabelo volumoso”, mas sim a umidade do Rio de Janeiro. rs Mas por outro lado, quero voltar a brincar de Rapunzel e sair por aí igual às modelos do Melk… Leves e soltas!
O estilista se inspirou nas lendas de Fernando de Noronha, como a lenda de Alamoa, que conta a história de uma mulher que andava seminua por lá, com os cabelos longos arrastando pelo chão. (Ele, inclusive, usou cabelo sintético como uma das matérias-primas) Poderíamos dizer que essa é nossa Rapunzel tupiniquim?
Além disso, só que se viu no último Fashion Rio foi tranças. Ok, um coque aqui, outro ali. Mas mesmo para fazer coque, precisa-se de cabelo, certo? Eu, como bailarina, bem sei! Preciso que o meu cresça também por esse motivo. As aulas recomeçam em breve. Resumindo: os cabelos estão em alta, principalmente para prende-los em penteados metidos a bagunçados, estilo “princesa rebelde descalça” que acaba de fugir de sua torre. Joguem suas tranças!

(Backstage Mara Mac)


Fotos de detalhe e backstage: Carol Lancelloti

wonderland magazine

Apresento-lhes minhas nova descoberta: uma mag chamada Wonderland. Eu, que tenho uma revista chamada a Lagarta, não hesitei em clicar quando vi a semelhança dos nomes, claro. Não conhecia! Adorei os editoriais e as capas. Apesar de ter um formato de site, tem bastante conteúdo escrito dentro das features, como essa, com minha diva, Julianne Moore. Gosto de pesquisar essas coisas, até porque, estou sempre tentando melhorar a Lagarta, encontrar a própria identidade dela. Muitas pessoas acham mais fácil fazer uma “mag” com formato de site. A Wonderland foi uma das que gostei, porque acho que ficou no meio do caminho, entre site e revista.  #ficaadica